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domingo, 26 de abril de 2009

Sempre!


Foto : Egidio Santos
Monumento a Catarina Eufémia, Baleizão.
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer

Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer

Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr

Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou

Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou

Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou

Aquela pomba tão branca
Todos a querem p'ra si

Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti

Aquela andorinha negra
Bate as asas p'ra voar

Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar

Zeca Afonso